Magnesita (MAGG3)
Leia como a empresa de refratários se surpreendeu na crise
Publicada em janeiro de 2009.
10/12/2008 – R$2,80
10/1/2009 – R$5,23
13/11/2009 – R$13,70
Acertamos 162% em 11 meses
Valorização de 389% em 12 meses
A Magnesita foi estampada nas páginas da décima edição da InvestMais, publicada em janeiro de 2009, como a small cap do mês. A empresa havia apresentado um lucro líquido de R$59,313 milhões no terceiro trimestre de 2008. Naquele período, a corretora Ativa avaliava como positivos os resultados da Magnesita Refratários, com cerca de R$30 milhões a mais que no mesmo período de 2007. Com a meta de ser a líder mundial na produção de refratários até 2012, a companhia aposta no minério como o grande trunfo para alcançar essa meta.
Ainda em janeiro de 2009, o banco suíço UBS recomendava a compra do papel MAGG3, com preço-alvo a R$13,00. Em novembro de 2008, no ápice da crise, os papéis estavam por volta de R$6,00. O UBS era ainda mais firme em relação às projeções, com estimativa de valorização de 23% em 2009 e 32% para 2010.
A Magnesita, que acumulou uma alta de mais de 100% em 2009, deve continuar com um desempenho positivo em 2010, de acordo com o analista José Góes, da WinTrade: “A empresa se beneficia da retomada da indústria siderúrgica e cimenteira. A melhora das condições de crédito e a necessidade de investimentos em infraestrutura devem contribuir para aumentar a procura por seus produtos (sínter, magnesita cáustica e talco). No momento, não está entre as principais recomendações, mas a acompanhamos de perto com bons olhos”.
Preço-alvo: R$17,50
Plascar (PLAS3)
Veja como foi o 2009 e como será o 2010 da única fornecedora de peças de plástico para automóveis com capital aberto do País
Publicada em fevereiro de 2009.
10/12/2008 – R$1,33
10/2/2009 – R$1,21
13/11/2009 – R$2,12
Acertamos 75% em 10 meses
Valorização de 59% em 12 meses
A publicação de fevereiro de 2009, 11º edição da InvestMais, trazia a Plascar Participações Industriais S.A. como a small cap do mês. A companhia havia registrado a maior alta histórica de suas ações quando alcançou a casa dos R$11,00. Em fevereiro de 2009, seus papéis passaram por um período de subvalorização, chegando a valer R$1,21 – como o mercado previa um futuro difícil para o setor automotivo brasileiro.
No entanto, o ano acabou sendo altamente positivo também devido à medida do Governo Federal com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os carros populares com motorização até mil cilindradas (tanto a álcool quanto à gasolina) tiveram taxa zero (a original é de 7%), os de mil cilindradas a 2 mil cilindradas à gasolina tiveram redução de 13% para 6,5% e os flex ou a álcool, de 11% para 5,5%.
A redução do IPI provocou uma aceleração na venda de veículos novos. Em setembro de 2009, foi realizado o emplacamento de 308,8 mil unidades de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões em todo o País, número 16,71% acima do que foi comercializado em setembro de 2008.
Segundo Góes, “apesar do aumento das vendas de automóveis em 2009, a produção deve cair quase 20%, o que irá prejudicar os resultados da companhia. A Plascar está bastante endividada, e isso acaba afetando suas margens. Ela precisa de um 2010 muito bom para retomar seus bons resultados”.
Preço-alvo: R$2,55
Drogasil (DROG3)
Qual é o potencial de crescimento da quarta maior rede de drogarias do País?
Publicada em março de 2009.
10/12/2008 – R$10,30
10/3/2009 – R$9,30
13/11/2009 – R$24,60
Acertamos 165% em 9 meses
Valorização de 139% em 12 meses
A rede paulista possui hoje mais de 257 lojas em 67 municípios brasileiros e é a quarta maior rede de drogarias do País, segundo o ranking da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).
Atuando num mercado em interessante ebulição, as redes de farmácias no País mantinham de janeiro a setembro de 2008, se comparado com o ano de 2007, um faturamento superior a 20,93%. No terceiro trimestre de 2008, a Drogasil apresentou um lucro líquido de R$14,1 milhões, 34,3% maior que no mesmo período de 2007.
Um dado interessante sobre a empresa é que ela foi a que mais gerou valor aos acionistas entre os anos de 2003 e 2008 – época de ouro do mercado de ações brasileiro. Nesse período, a DROG3 subiu 1.244,69%, enquanto que o Ibovespa subiu 233,24%.
Sobre as perspectivas da empresa para 2010, o analista José Góes foi enfático: “A empresa atua no varejo farmacêutico, que é um dos setores que praticamente não tomou conhecimento da crise. Seus números do terceiro trimestre de 2009 impressionaram e a colocaram em nosso radar. A companhia tem apresentado um crescimento consistente em todas as linhas de seu demonstrativo de resultados. Ótima opção para 2010”.
Preço-alvo: R$32,00
Randon (RAPT4)
O que esperar da maior fabricante de carrocerias para caminhões do Brasil?
Publicada em abril de 2009.
10/12/2008 – R$5,74
10/4/2009 – R$6,72
13/11/2009 – R$14,45
Acertamos 115% em 8 meses
Valorização de 152% em 12 meses
Contamos um pouco da história da Randon S.A. Implementos e Participações, criada pelo empresário Raul Randon, na InvestMais de abril de 2009. Em nossa 13ª edição, recomendávamos a empresa do setor de transportes pela sua bela gestão. Em 2008, a companhia atingiu um lucro de R$3,1 bilhões, um crescimento de 20,9% em relação ao ano anterior.
Em março de 2009, as ações da empresa estavam cotadas a R$5,40. Antes das fortes quedas no segundo semestre de 2008, as mesmas ações chegaram à casa dos R$20,00. Nosso colunista Anderson “Small Caps” Lueders disse, naquela edição, que “a cotação de março de 2009 atinge os níveis de meados de 2004, época em que o patrimônio líquido da companhia atingia apenas R$253 milhões. Assim, esse preço se mostra atraente para compras pelo investidor com foco no longo prazo e que acompanha a evolução dos balanços empresariais”.
A Randon é a maior fabricante de carrocerias para caminhões do Brasil, além de possuir outras empresas do segmento de autopeças. “É mais um exemplo de empresa que deve se beneficiar dos pesados investimentos de infraestrutura programados para acontecer nos próximos anos. O ano de 2009 foi marcado pela recuperação da cotação de suas ações, que subiram em torno de 130% até novembro. Estamos otimistas com as perspectivas para a empresa em 2010”, completa Góes.
Preço-alvo: R$17,20
Duratex (DURA3)
Como será o mercado da empresa que atua no segmento da construção civil?
Publicada em maio de 2009.
10/12/2008 – R$11,57
10/5/2009 – R$15,50
13/11/2009 – R$31,90
Acertamos 106 % em 7 meses
Valorização de 176% em 12 meses
A empresa de Jundiaí, SP, especializada em insumos de madeira e acabamentos sanitários – dois segmentos altamente voltados para a construção civil – foi tema da seção Small Caps da nossa edição de maio de 2009. Naquele período, quando as ações da companhia estavam na casa dos R$15,50, analistas da Bloomberg trabalhavam com um preço-alvo de R$35,00.
Estudiosos do mercado (na época) projetavam um ano complicado para a Duratex, visto que haveria uma queda na demanda dos produtos da empresa, e tal queda nas vendas só apareceria nos balanços de 2010 ou 2011. Em contrapartida, Clodoir Vieira, economista-chefe da Corretora Souza Barros, mostrava-se um pouco mais otimista, já que, em anos anteriores, crises não chegaram a atingir a empresa: “Dessa forma, em 2008, a receita bruta alcançou o valor de R$2,5 bilhões, o que representa uma evolução de 14,8% em relação ao ano anterior”.
Em uma rápida análise, Góes descreve as perspectivas para a Duratex em 2010: “Esse setor mostrou uma ótima resposta aos incentivos promovidos pelo governo. As perspectivas para a empresa continuam positivas para 2010. Suas ações foram incorporadas pelas da Satipel”. Uma alusão ao fato de que a Duratex e a fabricante de painéis de madeira Satipel (SATI3) se uniram em julho de 2009 para formar a maior indústria de painéis de madeira industrializada do hemisfério sul.
Preço-alvo: R$15,70
Publicada em junho de 2009.
10/12/2008 – R$24,85
10/6/2009 – R$41,47
13/11/2009 – R$48,87
Acertamos 36 % em 6 meses
Valorização de 97% em 12 meses
Líder absoluta no mercado de vendas on-line, a B2W, empresa formada pelo Submarino e Americanas.com, teve um 2009 ruim se comparado a 2008. Dentre as varejistas de capital aberto, a B2W é uma das que mais teve seu desempenho operacional afetado em 2009.
“O primeiro trimestre de 2009 foi o mais crítico, quando as vendas cresceram apenas 6%, vindo de um patamar de 30% em 2008. A companhia foi impactada por um menor apetite do consumidor por bens duráveis, além de ter perdido vendas devido à adoção de uma política de parcelamento mais restritiva. A partir do segundo trimestre, as vendas se recuperaram, mas a empresa continuou crescendo menos que o mercado, o que revela perda de market share. Além disso, houve perda de margens devido, entre outros fatores, à necessidade de adoção de preços cada vez mais competitivos para se colocar à frente da concorrência, que se acirrou muito a partir de 2008”, destaca Juliana Campos, analista da Ativa Corretora.
Espera-se um cenário favorável para o varejo de bens duráveis neste ano. No entanto, a ressalva fica a cargo da concorrência cada vez mais forte no e-commerce. A entrada de players como Wal-Mart, Pão de Açúcar, Magazine Luiza e Casas Bahia está causando dores de cabeça à B2W. “Desse modo, acreditamos que a companhia deve continuar perdendo market share e sofrendo redução de margem bruta. Temos recomendação de compra para a B2W, mas nossa preferência é pelas Lojas Americanas (LAME4), que é a controladora da B2W”, completa Juliana.
É importante destacar também que a empresa tem feito esforços para melhorar seu desempenho operacional, como conta Kleber Souza Hernandez, analista da Gradual Investimentos: “Apesar dos números mais fracos do 3T09, que vieram aquém do esperado, ainda continuamos otimistas com a empresa para este ano, uma vez que muitos dos gastos na área comercial, bem como os investimentos estratégicos na logística, tendem a ser maturados e surtirão efeito ainda a curto prazo”.
Preço-alvo para dezembro: R$62,14 (Ativa) R$56,00 (Link)
Providência (PRVI3)
Ganhando com o aumento da renda dos brasileiros.
Publicada em julho de 2009.
10/12/2008 – R$2,10
10/7/2009 – R$5,14
13/11/2009 – R$6,24
Acertamos 21% em 5 meses
Valorização de 197% em 12 meses.
Líder no setor de nãotecidos – que engloba os segmentos de fraldas descartáveis, utensílios médicos descartáveis, absorventes, carpetes e colchões – e com 51% de participação no mercado brasileiro e 34% na América Latina, a Providência apresentou bons resultados em 2009. Com exceção do primeiro trimestre, quando alguns números vieram negativos, seu crescimento tem sido expressivo. No 3T09, o lucro líquido foi de R$18 milhões, ante um prejuízo de R$2,4 milhões em 2008.
Suas vendas tiveram um incremento de 15% em relação ao trimestre anterior e, desde o fim de setembro, a produção da empresa voltou aos níveis anteriores à crise, com operação de 24 horas diárias. Antes disso, estavam operando em turnos de 18 a 19 horas. “Os números mostraram que ela deixou de ser impactada pela desaceleração e também por ela ter conseguido diminuir os custos e controlar melhor as despesas”, explica Flávio Conde, analista da Gradual Investimentos.
As perspectivas para a Providência são boas devido ao fato de ela estar direcionada às necessidades diárias da população. “Sua área de atuação está bem ligada às famílias, que estão com a renda aumentando e tendo cada vez mais empregos. Como ela é pouco acompanhada pelas corretoras, o mercado demora a refletir seu desempenho nos papéis. Agora, a perspectiva econômica teria de mudar muito para que ela seja prejudicada. É um setor com poucas ameaças e contratempos. Visualizamos um bom cenário para 2010 e 2011”, finaliza Flávio.
Preço-alvo para dezembro: R$8,00 (Gradual)
Kepler Weber (KEPL3)
Qual é o futuro de uma das maiores organizações de agronegócios do mundo?
Publicada em agosto de 2009.
10/12/2008 – R$0,15
10/8/2009 – R$0,18
13/11/2009 – R$0,35
Acertamos 94 % em 4 meses
Valorização de 133% em 12 meses
A Kepler Weber (KEPL3) apareceu na InvestMais de agosto de 2009. Essa small cap é considerada uma das maiores organizações do setor de agronegócios do mundo com foco no desenvolvimento de sistemas de armazenagem (silos, secadores, transportadoras e máquinas de limpeza), soluções voltadas à pecuária leiteira (tanques de leite e ordenhadeiras) e instalações industriais (terminais portuários).
A companhia sentiu muito a crise em 2009, quando o País reduziu em 29,22% o número de exportações no setor. Mesmo com os números abaixo da expectativa, a Kepler Weber ampliou sua fatia no setor de 48,1% para 54,1%, segundo o diretor-administrativo/financeiro e de relações com os investidores, Nolci Santos.
O analista da WinTrade José Góes ressalta a importância de prestar atenção nos números da Kepler Weber: “Neste ano, a empresa está no vermelho, mas o balanço do último trimestre trouxe esperança para seus investidores. No período, ela teve resultado positivo, melhorando a perspectiva para o ano de 2010. Seu endividamento ainda é alto, o que pode afetar sua capacidade operacional”.
Preço-alvo: R$0,38
Totvs (TOTS3)
Bons resultados em meio à crise.
Publicada em setembro de 2009.
10/12/2008 – R$36,65
9/9/2009 – R$82,29
13/11/2009 – R$100,00
Acertamos 22 % em 3 meses
Valorização de 173% em 12 meses
A Totvs apresentou resultados bastante consistentes no 3T09, registrando recordes históricos em todas as linhas de receita. Os grandes investimentos na área de marketing feitos no ano, a evolução da implementação do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) e a recuperação da confiança dos empresários em relação ao cenário econômico contribuíram muito para seu bom desempenho.
O Sped faz parte do PAC do Governo Federal e tem por objetivo digitalizar as informações contábeis das empresas. A Totvs é a mais importante fornecedora desse sistema ao mesmo tempo em que pode fornecer softwares de gestão (ERP) para os novos clientes, tendo assim grande possibilidade de expandir seus negócios.
Em relatório, o analista Jayme Alves da Spinelli ressalta o crescimento da empresa, que atualmente ocupa o oitavo lugar no mundo no mercado de ERP: “Vale destacar as gigantes que estão à frente da empresa, como a SAP, Oracle, Sage e Microsoft, o que a deixa em evidência no panorama mundial do setor de tecnologia. É importante ressaltar ainda o nicho de atuação da Totvs, no segmento de pequenas e médias empresas, ao passo que as maiores têm foco em grandes companhias”.
A preocupação maior decorre do fato de as gigantes começarem a investir no segmento de atuação da Totvs, o que já estaria acontecendo de acordo com o analista Alex Pardellas, da Banif: “Essas empresas (SAP e Oracle) já começaram a olhar para o segmento de pequenas e médias empresas”.
No entanto, a expectativa para o desempenho em 2010 é positiva. “Acreditamos que a Totvs deverá manter o forte ritmo de crescimento de vendas em 2010, com a intensificação da implantação das próximas etapas do Sped, que deverá continuar impulsionando as vendas de licenças de software de gestão empresarial. Adicionalmente, a Totvs atua em um segmento em que a penetração de soluções de TI é relativamente baixa, e, portanto, oferece grande potencial de crescimento”, finaliza Luciana Leocádio, analista da Ativa.
Preço-alvo para dezembro: R$115,00 (Banif) R$118,20 (Spinelli) Ativa Revisão
Saraiva (SLED4)
Boas perspectivas
Publicada em outubro de 2009.
10/12/2008 – R$15,58
9/10/2009 – R$32,00
13/11/2009 – R$32,00
Acertamos 0% em 2 meses
Valorização de 105% em 12 meses
Em 2009, a Saraiva priorizou a expansão e melhorias de sua rede por meio da abertura de três novas lojas e reformas em oito lojas da Siciliano, adquirida pela Saraiva em 2008. Esses investimentos têm influenciado negativamente nos resultados a curto prazo da companhia, já que contribuem para a diminuição da receita e aumento dos gastos. No entanto, nada que já não fosse esperado. “Diria que 2009 foi um ano neutro e deve ser visto como um período de transição”, avalia Daniel Gewehr, analista da Santander Corretora.
A Gradual, por meio de seu analista Kleber, ressalta que a Saraiva tem sido uma aposta da corretora: “A companhia acabou ficando descontada na bolsa em relação ao seu setor de atuação (varejo) e paulatinamente verificamos a melhor precificação dessas ações. Do lado fundamentalista, a empresa acaba sendo beneficiada por sua estrutura de receita, que é composta tanto de uma parte mais estável (contratos para edição de livros para o governo) como de um componente de maior crescimento (vendas pela internet), que vem registrando consideráveis taxas de crescimento nos últimos meses”. O maior problema, porém, segundo Kleber, é a falta de liquidez dos papéis SLED4: “Isso continua sendo um desafio para a companhia”.
Neste ano que se inicia, a tendência é que a Saraiva comece a colher os frutos dos investimentos feitos em 2009 – que, por sinal, já começaram a ser percebidos no ano passado. Na antiga Siciliano de Curitiba, por exemplo, as vendas subiram 104,5% após a reformulação. Outro fator que pesa a favor da Saraiva é o seu multifoco. Ela conta com uma ampla e crescente rede de lojas físicas e tem forte atuação no ramo de livros didáticos, sendo que boa parte deles (30%) são comprados pelo governo, o que lhe garante uma certa segurança.
A presença no e-commerce ainda é tímida – tem cerca de 3% do mercado –, mas o potencial de expansão é grande. Só no primeiro semestre de 2009, a receita líquida vinda das vendas on-line cresceu 38%. “Entre as small caps, é uma de nossas preferidas. É bem gerida e vai colher bons frutos dos investimentos realizados em 2009”, destaca Gewehr.
Preço-alvo para dezembro: R$30,00 em revisão (Santander)
Link: Neutro R$56,00
Gradual – em revisão
Confab (CNFB4)
Resiliência para enfrentar a crise e elasticidade para crescer a longo prazo.
Publicada em novembro de 2009.
10/12/2008 – R$2,80
10/11/2009 – R$5,42
13/11/2009 – R$5,38
Acertamos -1% em 1 mês
Valorização de 92% em 12 meses
A TenarisConfab é líder na produção e fornecimento de tubos de aço soldados para a indústria brasileira, Mercosul e América Latina. Atua diretamente com a indústria de petróleo, gás e saneamento e construção civil e, justamente por isso, foi fortemente afetada pela crise. O cenário conturbado fez com que muitas empresas (clientes da Confab) adiassem seus projetos, o que prejudicou os resultados nos dois primeiros trimestres de 2009.
No entanto, a partir do 3T09, o cenário começou a sinalizar melhora. “Consolidando os resultados do negócio de tubos e de equipamentos, a receita total da Confab no 3T09 apresentou um aumento de 9% em relação ao 3T08 e 3% em relação ao 2T09, chegando assim a R$578 milhões. Os custos da empresa apresentaram um crescimento inferior ao das receitas e diminuíram como porcentagem da receita líquida, o que levou o lucro bruto a um aumento de 22% em relação ao 3T08, passando de R$152 milhões para R$185 milhões”, aponta Rosângela Ribeiro, analista da SLW.
O fato de a empresa ter uma boa estrutura financeira, com baixo nível de endividamento e significativos recursos em caixa, garante-lhe a segurança necessária para enfrentar períodos de crise e a sazonalidade, que é característica em seu negócio.
Um ponto que pesa a favor é o fato de ser a principal fornecedora da Petrobras. “É importante ressaltar a expectativa de incremento da demanda pelos tubos da Confab, no médio e longo prazos, em função da possível expansão da malha de gasodutos no País com os investimentos na camada pré-sal”, avalia Cristiane Vianna, da Ágora.
Preço-alvo para dezembro: R$7,40 (Banif) R$6,85 (Ágora)
Autor(a): Francisco Tramujas, João Guilherme Brotto
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