Sugira uma matéria

Participe da pauta da Revista InvestMais

Basta preencher o formulário abaixo. Você pode ser um grande colaborador
e ainda ver a sua idéia produzida nas páginas da revista!







  • SOBRE A INVESTMAIS
  • SUGIRA UMA MATÉRIA
  • FALE CONOSCO
  • ANUNCIE
  • PARCEIROS

InvestMais

assine

  • Blue chips
  • Como funciona
  • Confronto
  • Entrevista
  • Eu na bolsa
  • Finanças comportamentais
  • Finanças pessoais
  • Livro do mês
  • Matéria empresas
  • Seus investimentos
  • Site do mês
  • Trends


06/08/2009

CCR ou OHL

Quem vence a batalha pelas estradas brasileiras?

fotomateria

Imagine investir em um setor em que boa parte dos gastos e das receitas já está previamente estimada, com poucas chances de grandes surpresas. Assim é a área de transportes quando o assunto é concessão de rodovias. O setor vem sofrendo um pouco com a diminuição do tráfego de veículos nas estradas provocada pela crise financeira, o que leva a uma menor arrecadação com pedágios. Por outro lado, a estabilidade do mercado atrai investidores mais cautelosos, sobretudo pela política de pagamento de dividendos bastante atraente praticada pelas maiores empresas do ramo.

 

As concessões rodoviárias tiveram um boom no início dos anos 90, quando o governo concluiu que a falta de manutenção e ampliação da malha viária no País estava afetando o desenvolvimento econômico brasileiro. Assim, entre 1993 e 1994, surgiram as primeiras licitações de concessões rodoviárias.

 

Segundo dados da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), de 1996 a 2008, o setor gerou uma receita bruta de R$40,5 bilhões e, em contrapartida, as concessionárias investiram aproximadamente R$16 bilhões em cerca de 10 mil quilômetros de rodovias. Ainda foram gastos R$14,8 bilhões com despesas operacionais.

 

Atualmente, estão sob concessão privada pouco mais de 15 mil quilômetros de estradas, já considerando os leilões de algumas rodovias estaduais de São Paulo, promovidos em outubro de 2008, e o leilão do trecho baiano da BR-116, realizado em fevereiro de 2009. Desses, 439 quilômetros foram pavimentados no ano passado e 5.125 quilômetros de pistas já existentes foram recapeados. Outros 530 quilômetros começaram a ser criados na chamada infraestrutura de pista nova, que são as obras efetuadas antes da pavimentação.

 

Além da construção de rodovias, em cumprimento aos contratos de concessão, as empresas também precisam oferecer serviços de atendimento ao usuário, como socorro mecânico, atendimento pré-hospitalar e resgate. Somente em 2008, foram realizados 118.343 atendimentos a usuários, incluindo 59.181 atendimentos com ambulância, e prestados socorros mecânicos a 1.578.761 veículos.

 

Redução no crescimento

De acordo com a ABCR, o número de veículos pedagiados em 2008 foi de aproximadamente 729 milhões, sendo que outros 768 milhões transitaram com isenção de pagamento nessas mesmas estradas. Com o início da crise financeira, entretanto, o número de veículos trafegando nas rodovias começou a reduzir, o que comprometeu as arrecadações das concessionárias.

 

“Esse é um setor que tem receitas muito atreladas à atividade econômica”, explica Maria Tereza Azevedo, analista da Link Corretora. Ela revela que, no passado, algumas empresas, como a Obrascón Huarte Laín Brasil (OHL) e a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), apresentaram crescimentos um pouco acima da economia, atingindo margens de 1,5 vezes o Produto Interno Bruto (PIB). “Entretanto, saiu recentemente o PIB do primeiro trimestre de 2009 e, de fato, a gente está tendo uma desaceleração. Sem dúvida, isso será sentido pelas empresas devido a essa correlação direta entre economia e tráfego de veículos”, aposta a analista.

 

Realmente, as companhias do setor já começaram a esboçar em seus relatórios financeiros resultados menos expressivos. Em seus balanços, tanto a OHL quanto a CCR evidenciaram um lucro líquido de R$9 milhões e R$155 milhões, respectivamente. No entanto, ambas demonstraram uma tendência de queda, já que, comparando com o mesmo período do ano passado, a queda no lucro foi de 3,9% para a CCR e ainda maior para a OHL, que apresentou redução de 57,2%.

 

“No ano passado, o crescimento da economia vinha acima de 5%, mas, com a crise, tende a ficar em torno de 0 e -1%. Assim, com certeza, haverá um impacto negativo no tráfego e, por consequência, um balanço mais fraco que o do ano passado”, explica Vicente Falanga Neto, analista da Fator Corretora.

 

Entretanto, tal retração não assusta Falanga Neto no longo prazo. “Em relação a outras empresas de transporte, o setor de concessões rodoviárias ainda é defensivo, porque o impacto no volume ainda é fraco se comparado a outros setores, por exemplo: se você pegar o setor de movimentação de contêiner, perceberá que o volume vem caindo em torno de 15% a 20%. Por isso, a receita ainda é muito estável em relação a outros setores de infraestrutura”, constata.

 

Confronto

Diante da estabilidade do setor, a InvestMais resolveu investigar as duas maiores concessionárias que atuam no Brasil: a OHL e a CCR. A primeira responde atualmente pelo maior número de quilômetros administrados, com 3.226 quilômetros em operação, o equivalente a 22% dos trechos concedidos no País. A CCR, por sua vez, é o maior grupo brasileiro e a quarta maior concessionária do mundo no quesito volume de tráfego. Ela administra atualmente 1.571quilômetros de rodovias da malha viária nacional, entre eles trechos das principais rodovias do País, como a Anhangüera–Bandeirantes e Presidente Dutra.

 

Para Falanga Neto, a estabilidade do setor é um bom indício, mas só isso não basta. “Tudo é uma questão de preço. Em termos macroeconômicos, seria bom investir nesse setor pela própria estabilidade das empresas. Entretanto, você também tem de olhar os múltiplos dessas companhias, precisa ver o fator crescimento, se elas estão investindo nisso, são diversos fatores”, afirma o analista, que compara investimentos em empresas de concessão de rodovias a Títulos Públicos, no ponto em que ambos possuem “uma receita fixa e, à medida que os juros caem, a rentabilidade dos projetos das concessões aumenta”.

 

Segundo o analista, esse cenário permite que algumas companhias saiam em vantagem. “É o caso da OHL, que está muito mais alavancada que a CCR, o que, em um cenário de queda de juros, é até benéfico. A tendência é que, quanto mais alavancado, maior será esse retorno. É claro que respeitando os limites impostos pelo setor, que é de três vezes a dívida líquida, não saindo muito do limite, é aceitável”, afirma.

 

Já Maria Tereza aposta na CCR: “É muito complicado compará-las, porque, apesar de estarem em um mesmo negócio, elas estão em momentos muito diferentes. A CCR já passou pelo período de início de alavancagem financeira e operacional que a OHL está passando. Por isso, a CCR está em um momento mais tranquilo, em que a maior parte dos investimentos nas concessões de seu portfolio já foi feita. Ela está em uma fase mais de manutenção, os novos projetos são relativamente pequenos, essa companhia tem uma estrutura operacional bastante forte, com cinco empresas estratégicas que prestam serviços de engenharia, ou seja, a CCR é muito mais estruturada”, acredita.

 

Falanga Neto discorda e sinaliza que o momento é mais favorável à OHL. Embora a empresa esteja sofrendo um pouco devido aos atrasos na entrega de rodovias, o que, por consequência, gerou menos arrecadação com pedágios, ele acredita que a OHL está sabendo contornar os imprevistos. “Ela tem uma questão de fluxo de caixa pendente em relação às rodovias federais, mas isso pode ser trabalhado. Assim, você tem uma mobilidade em termos de investimento que pode ser jogado um pouco mais para frente. Além disso, a empresa acabou de fechar um grande empréstimo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), o que vai dar uma certa folga para a companhia. Então, pelos múltiplos que ela está sendo tratada atualmente no mercado, eu estou favorecendo a OHL”, afirma. Para ele, a “CCR é uma empresa grande, que já cresceu bastante e terá de dar algumas concessões futuras para entregar crescimento. Tudo depende do preço que ela vai levar essas concessões, pois, em minha opinião, o papel já está bem precificado, está com pouco trigger”.

 

Por outro lado, a OHL é vista abaixo do valor. “Eu acho que esse papel está barato, então é hora de começar a olhar para ele, que foi muito punido com essa questão do atraso nas federais. No entanto, o cenário macro, de queda de juros, é benéfico. A longo prazo, melhor ainda, pois a OHL levou uns ativos no caso das federais de ótima qualidade – são rodovias que ligam a região norte ao sul do País, onde não há competição ferroviária que bata. São ativos de qualidade que podem surpreender em termos de receita”, aponta o analista.

 

Maria Tereza reconhece um maior potencial de valorização para a OHL a curto prazo, mas ainda assim recomenda a CCR. “A recomendação é pela maior solidez, perspectivas de crescimento, um bom índice de pagamento de dividendos e governança corporativa”, justifica a analista, que constata que a malha da empresa é mais estratégica que a da OHL: “Não é à toa que você tem aí uma diferença de market cap tão grande entre as duas, sendo que a OHL tem mais market share hoje em termos de quilômetros”.

 

Ela reconhece que a diferença de preço entre as ações das duas companhias não deve ser exorbitante. “Não faz sentido você ter um desconto muito alto, pois a OHL está capturando esse bom momento e traçando todos os passos da CCR, ou seja, é preciso existir um desconto de uma para outra, porém não deve ser muito elevado. Até o momento, as ações da OHL tiveram uma valorização de 55% em 2009, contra apenas 25% da CCR. Entretanto, um pouco desse spread já foi ajustado”, revela a analista.

 

Victor Mizusaki, analista da Itaú Corretora, é outro que demonstra preferência pela CCR. “O grande ponto é que, ainda que as duas estejam alavancadas, no caso da CCR, a gente acredita que há espaço para ela poder participar de outros leilões e, caso ganhe, irá gerar valor para os acionistas, irá gerar um upside (potencial de valorização) adicional. Já a OHL, como levou as cinco federais, está superalavancada e ainda está negociando com o BNDES o desembolso do empréstimo de longo prazo. Então, no curto prazo, dificilmente ela participaria de outro leilão”, defende.

 

Outro fator que leva Mizusaki a favorecer a CCR é o grau de risco díspar entre as duas companhias. “Quando você olha a questão de risco e endividamento, um ponto interessante é que, no começo deste ano, a OHL fez uma captação e pagou CDI + 5%. Quase no mesmo período, a CCR também fez, porém pagou CDI + 1,26%. Devido a esse risco de crédito, de alavancagem, hoje a CCR é vista com menos risco”, revela.

 

Empresas sólidas, momentos instáveis

Ainda que confiem no setor, tanto Maria Tereza quanto Victor Mizusaki preferem olhar as ações de concessão de rodovias com cautela no momento atual. “A gente gosta muito do setor e das empresas, mas acreditamos que todos os pontos positivos ou, pelo menos, a maior parte deles já está precificada no preço da ação. Os papéis tiveram uma alta expressiva nos últimos dias. No entanto, de qualquer forma, deve ter ainda um upside. Não são os papéis que vemos hoje no setor de infraestrutura com os maiores potenciais de ganhos, mas são muito sólidos e bons pagadores de dividendos, principalmente a CCR”, revela Tereza.

 

O analista da Itaú Corretora é ainda mais direto: “Eu esperaria um pouco mais para investir nesse setor”. Ele conta que os últimos dados divulgados pelas companhias apresentaram uma tendência de melhora, mas a dúvida é se isso será sustentável ou não. “E há outro ponto: se você olhar pelo upside, a gente tem mais ou menos 9% de capacidade de valorização para ambas as empresas. E acreditamos que existem outras alternativas na bolsa que acabam sendo bem mais atraentes que a OHL e a CCR nesse momento”, finaliza.

 

Companhia de Concessões Rodoviárias ON NM (CCRO3)

Valores de 12/6/2009

P/L

16,92

P/VP

6,85

PSR

4,20

Dividend yield

4,6%

EV/Ebitda

10,30

Roic

26,1%

Dívida/Patrimônio

2,27

 

Obrascón Huarte Laín Brasil ON (OHLB3)

Valores de 31/3/2009

P/L

13,71

P/VP

1,68

PSR

1,75

Dividend yield

1,8%

EV/Ebitda

8,72

Roic

11,5%

Dívida/Patrimônio

1,74

 

 

1T08

1T09

Variação

CCR (Valor em R$ milhares)

Receita bruta

668.091

774.414

15,9%

Receita líquida

620.395

715.962

15,4%

Lucro líquido

162.177

155.941

-3,9%

Ebitda  

402.152

454.813

13,1%

 

OHL Brasil

Receita bruta   

170.862

238.492

39,6%

Receita líquida

156.012

217.919

39,7%

Lucro líquido    

9.214

3.943

-57,2%

Ebitda  

105.106

94.600

-10%

Fonte: balanços das empresas no 1T09

 

Quem é quem

CCR

OHL Brasil

A CCR é o maior grupo privado de concessões de infraestrutura do País e um dos quatro mais representativos do mundo, além de responsável pela administração de 1.571 quilômetros de rodovias da malha nacional concedida, está presente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná sob a gestão das concessionárias Ponte, NovaDutra, ViaLagos, RodoNorte, AutoBAn, ViaOeste e a mais recente delas, a RodoAnel, responsável pela administração do trecho oeste do Rodoanel Mário Covas.


Em 2008, a CCR adquiriu 40% do capital da concessionária Renovias, que administra atualmente 345,6 quilômetros, ligando a cidade de Campinas até o sul de Minas Gerais. O capital acionário da Renovias é detido pelo Grupo Encalso, que é proprietário de 60% das ações da concessionária.

Além do setor de concessão de rodovias, a companhia busca diversificar seu portfolio. Em novembro de 2006, ela assinou com o governo de São Paulo o contrato da primeira Parceria Público-Privada (PPP) do País: a Linha 4 do Metrô de São Paulo, que será operada e mantida pela ViaQuatro, empresa com quatro sócios internacionais e liderada pela CCR. Ligando o centro à zona sul, a linha deverá atender 1 milhão de pessoas.

 

A OHL Brasil é a maior companhia do setor de concessões de rodovias no País em quilômetros administrados, com 3.226 quilômetros em operação. Por intermédio de suas nove concessionárias, opera rodovias que representavam, até março de 2009, cerca de 22% do total de quilômetros das rodovias atualmente sob concessão no Brasil.

A OHL administra estradas que estão localizadas nos principais eixos econômicos do País, nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os quais representam aproximadamente 50% da população brasileira e por onde trafegam mais de dois terços da frota de veículos nacional, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Entre suas concessionárias estão as estaduais Autovias, Centrovias, Intervias e Vianorte e as federais Autopista Planalto Sul, Autopista Fluminense, Autopista Fernão Dias, Autopista Régis Bittencourt e Autopista Litoral Sul.

Os trechos das rodovias administradas pelas concessionárias da OHL Brasil são equipados com locais de atendimento aos usuários, pontos de ônibus cobertos e passarelas de pedestres. Tecnologias avançadas são utilizadas para o controle de tráfego, incluindo câmeras, painéis de mensagens e outros equipamentos para monitoramento e comunicação das condições meteorológicas e de tráfego.

Estratégias

Estratégias

Após a unificação da gestão das concessões de rodovias, em 1998, a principal estratégia da CCR tem sido:

 

Aumentar e diversificar a rede de rodovias que opera – A CCR pretende ampliar e variar suas atividades, aproveitando-se de oportunidades a fim de obter a outorga de concessões federais e estaduais para administrar rodovias já existentes e participar de projetos em desenvolvimento no Brasil para melhoria e manutenção de rodovias no âmbito do programa PPP, o qual se espera que seja conceitualmente similar ao modelo utilizado em outros países. Outro caminho para a expansão da companhia é por meio da aquisição de participação em outras concessionárias de rodovias. A CCR acredita que a expansão e a diversificação de suas atividades ocorrerão inicialmente no Brasil, mas também está atenta e disposta a participar de projetos no exterior.

Consolidar e maximizar os benefícios de se combinar a gestão de suas concessões de rodovias – A companhia continua com a estratégia de consolidar e maximizar as economias de escala e as eficiências operacionais decorrentes da unificação do controle comum estratégico de suas concessões de rodovias.

Maximizar economias de escala – A CCR centraliza determinadas funções financeiras, contábeis, administrativas, jurídicas e gerenciais de suas concessões e pretende expandir e aperfeiçoar essa centralização.

Maximizar eficiências operacionais em cada concessão – A CCR introduziu um sistema de melhores práticas com relação aos serviços de construção, manutenção, segurança, emergência e gerenciamento do tráfego nas rodovias em que opera, além de continuar aprimorando o posicionamento das praças de pedágio para reduzir a utilização de rotas alternativas e implementando um sistema de cobrança eletrônico.

Explorar e desenvolver oportunidades em negócios relacionados – A CCR pretende expandir suas operações para atividades relacionadas à sua atividade principal, como:

a)       Manutenção de vias de acesso às rodovias pagas por companhias que se situam em locais nos quais a CCR possui o direito ao uso da faixa de domínio.

b)       Aluguel para colocação de cabos de fibras óticas sob as rodovias por empresas de telecomunicações.

c)       Aluguel de espaço para publicidade e outdoors.

 

Essas receitas complementares representam um porcentual muito pequeno das receitas totais da CCR. A companhia é obrigada a considerar tais receitas complementares na determinação do valor da tarifa de pedágio de acordo com alguns de seus contratos de concessão.

Relacionamento com todos os integrantes do sistema – A CCR considera que o relacionamento com os usuários, poderes concedentes, funcionários, acionistas, entre outros, é a chave do sucesso para alcançar a consolidação dos projetos e o crescimento sustentável.

Fonte: www.grupoccr.com.br

A estratégia da OHL Brasil encontra-se orientada pelos seguintes princípios:

 

Expandir a rede de concessões de infraestrutura de transportes no Brasil – A OHL Brasil está orientada principalmente na busca de projetos de concessões rodoviárias, sejam eles por meio da aquisição de concessionárias já existentes ou pela participação em processos de licitação. Ela também cogita participar de projetos de concessão portuárias, aeroportuárias e ferroviárias.

Maximizar eficiências operacionais – Na medida em que a companhia expande sua malha rodoviária, ela procura obter uma maior eficiência operacional. Suas iniciativas incluem:

  • Economias de escala.
  • Aproveitamento de sinergias, que são decorrentes da interligação das rodovias que opera atualmente.
  • Terceirização com o objetivo de reduzir os custos operacionais das concessões.

Aumentar receitas provenientes das rodovias – Além da estratégia de aquisição de novas concessões, a OHL Brasil pode também aumentar a receita dos serviços de suas operações por meio da expansão do tráfego de veículos nas rodovias que administra. Acompanhe algumas estratégias:

  • Implementação de tecnologias alternativas para cobrança de pedágios –Hoje, a cobrança de pedágios é feita manualmente e também de forma eletrônica, através do AVI. A OHL Brasil está atualmente avaliando, na Europa, novas tecnologias relacionadas ao livre fluxo de veículos, o que tem contribuído para aumentar o tráfego e o índice de satisfação dos usuários nos locais onde foram implementadas.
  • Otimização das receitas das praças de pedágio – A companhia está buscando junto ao poder concedente, dentro das delimitações impostas pelos contratos de concessão, permissão para implementar certas medidas relacionadas à cobrança de pedágio, de modo a possibilitar que a cobrança nos dois sentidos se realize em um único local, maximizando as receitas.
  • Maximização do potencial de fontes alternativas de receitas – Embora representem um porcentual reduzido da receita consolidada total, a empresa pretende aumentar as atuais fontes alternativas de receita. Essa maximização será feita por meio da exploração da faixa de domínio para colocação de cabos de fibras óticas e manutenção de vias de acesso às rodovias, custeada pelas companhias localizadas próximo aos locais onde a OHL Brasil detém o direito ao uso da faixa de domínio. Adicionalmente, em futuras aquisições e negociações com o poder concedente, a empresa pretende buscar o direito de explorar outras fontes adicionais de receitas, como a instalação de estações de serviços e o aluguel de espaço para publicidade e outdoors.

Estratégia financeira – A OHL Brasil tem como principal estratégia financiar a estrutura de capital necessário para cada projeto com a própria geração de caixa do grupo. Para acrescentar, a companhia busca otimizar essa estrutura através de instrumentos de dívida, dentro das possibilidades do mercado financeiro, sempre com risco de projeto e em moeda local.

Fonte: www.ohlbrasil.com.br

 


Autor(a): Larissa Moutinho


Destinatario:

Nome:
E-mail:

Seus Dados:

Nome:
E-mail:
Comentário:

Comentário

Nome:
Comentário:
 

Lista de materias para Confronto

  • 04/01/2010 - Copasa x Sabesp
  • 01/12/2009 - Redecard x Cielo
  • 13/10/2009 - Amil x Medial
  • 03/09/2009 - Small caps x Blue chips
  • 06/08/2009 - CCR ou OHL

Capa InvestMais

conheça a revista

Assine nosso
Logo rssRSS

Logo Twitter Twitter
Logo YouTube YouTube
Logo Orkut Orkut

Login assinantes


Esqueci minha senha | Alterar minha senha
Ainda não tenho senha cadastrada
enviando...
carregando...






  • + lidas
  • + comentadas
  • + enviadas

Site do mês

“Operar no mercado é ‘mole’, é só comprar Vale...

( 1467 )

Confronto

CCR ou OHL

( 1302 )

Seus investimentos

Cada mico em seu galho

( 1188 )

Seus investimentos

Cada mico em seu galho

( 13 )

Site do mês

“Operar no mercado é ‘mole’, é só comprar Vale...

( 8 )

Seus investimentos

Brasil é parceiro estratégico para a NYSE,...

( 4 )

Seus investimentos

Cada mico em seu galho

( 36 )

Seus investimentos

3 perguntas que você precisa conhecer

( 10 )

Eu na bolsa

Claudio Fonseca

( 8 )






  • Sobre a InvestMais
  • Sugira uma matéria
  • Fale conosco
  • Anuncie
  • Parceiros
rsstwitteryoutubeorkut
© 2009 - Revista InvestMais - Todos os direitos reservados