
Você está em uma roda de amigos discutindo sobre empresas e formas de investimento. E todos são unânimes quando dizem que acreditam na importância de conhecer a essência da companhia e que ter uma visão a longo prazo também faz parte das estratégias de investimentos, pois o imediatismo nas operações nunca representou sinônimo de segurança. No entanto, um deles se pronuncia e diz que trabalha com opções de ações. O silêncio é geral.
Mas a que se deve isso? Consenso entre os investidores, e tema polêmico também, as opções de compra de ações chegam a ser um tabu até mesmo entre os mais experientes. No entanto, elas estão no mercado e, mesmo que não invista, conhecer o que representam e qual é a funcionalidade delas pode, como no caso apresentado, dar andamento à conversa, sem deixar que seu amigo fique constrangido por pensar que disse um palavrão, e não que tratou de uma forma de operação na bolsa.
A vida é feita de opções e você decide qual escolha tomar. Entretanto, tenha certeza de que, seja qual for o rumo, existem consequências e deve estar ciente disso. Afinal, opções também equivalem a riscos. Muito mais que experiência, o investidor que procura obter sucesso em suas aplicações precisa, antes de tudo, conhecer o chão em que pisa – ou a melhor estratégia de investimento.
Para quem já opera ou àquele que deseja conhecer essa forma de investimento, o livro Ganhe mais investindo em opções pode ajudá-lo. De modo simples, sem utilizar termos técnicos nem gráficos confusos, é uma obra para o investidor pessoa física que deseja entender essa forma de operar na bolsa, porém sempre se depara com livros que causam ainda mais dúvidas. Marcelo Piazza conta as experiências dele como operador de opções e dá uma visão do que elas podem fazem pela sua carteira.
Quando o investidor adquire opções de uma ação, ele passa a deter o direito de pagar, numa data previamente estabelecida, um valor X por ela. Pode ocorrer de ele desistir do negócio porque vê, no decorrer do tempo, que o retorno esperado não virá. Nesse caso, terá como prejuízo o prêmio, valor pago no início da operação que dá ao investidor a possibilidade de comprar ou não a ação.
Imaginando que o investidor adquiriu a ação no mercado por um valor, mas lança a opção dela acima desse preço, algo em torno de R$28, com a intenção de não ser exercido. Caso o mercado só suba a R$26, por exemplo, ele lucra com o prêmio, pois ninguém a exerceu e ele receberá a diferença. Entretanto, se o mercado subir mais que R$28 no dia do exercício, é ele quem arcará com a diferença.
Aparentemente é algo simples, e Piazza consegue dar essa facilidade de entendimento por meio de um discurso exemplificador e detalhista. Contudo, uma coisa deve ficar clara quanto a operar com essa ferramenta: opções não são ações; portanto, os proventos derivados dos papéis são pagos ao titular deles, e não a quem detém o direito de compra.
A lição que fica sobre opções, e pode ser levada para qualquer tipo de investimento na bolsa, é a de que existem três tipos de investidores e cada um possui estratégias e objetivos distintos. São eles:
1. Especulador – É o tipo de investidor que corre mais riscos. Ele tem em mente conquistar o máximo de lucro possível em um curto período de tempo. Por operar dessa maneira, ele adota estratégias arriscadas, expondo toda a sua carteira desnecessariamente. É o tipo de investidor imediatista, que luta contra o tempo, em vez de tê-lo como aliado.
Características: ganância e imediatismo.
2. Hedger – Esse perfil é mais cauteloso e um tanto quanto pessimista, o que, nesse caso, chega a ser um ponto positivo. Por não acreditar demais em si mesmo e, principalmente, no mercado, atua de maneira segura, mesmo que faturando menos com suas operações.
Características: segurança e visão a longo prazo.
3. Arbitrador – Aplica uma grande quantidade de dinheiro em operações que podem parecer ilógicas para a maioria dos investidores. É o mais técnico e sempre tenta encontrar um padrão no mercado, mesmo sabendo que ele não é passível de padronização.
Características: habilidade e técnica.
Existe a possibilidade de ser um hedger operando com opções? Teoricamente não, pois elas funcionam como operações a curtíssimo prazo. Entretanto, conhecer e se precaver dos humores do mercado, além de estudar a empresa da qual a opção é derivada, pode tornar o operador de opções um hedger. Piazza afirma que esse perfil deve prevalecer, pois o comportamento do investidor é mais cauteloso e ele tende a valorizar a segurança de sua carteira, obtendo ganhos consistentes mês a mês.
Em se tratando do uso do tempo, que é o fator mais importante nas negociações e tem grande influência nelas, o estilo hedger preza por ser conservador, isto é, manter seu capital rendendo por um longo período. O que isso significa para você? Segundo Piazza, quanto melhor se trabalhar com o tempo, melhores também serão as chances de conquistar bons resultados.
Você está curioso para saber qual é o comportamento e a visão que os investidores precisam desenvolver para se dar bem na bolsa? Investindo em opções ou não, seu posicionamento deve ser centrado e alguns fatores merecem ser observados para que consiga conquistar suas metas. Se quer saber quais são eles e como proceder, Marcelo Piazza dá as dicas. Confira-as no livro Ganhe mais investindo em opções e lembre-se: a vida é feita de escolhas e você decide qual deve tomar.
Para saber mais:
Livro: Ganhe mais investindo em opções
Autor: Marcelo Piazza
Editora: Saraiva
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