Ao acessar o site: www.acaoereacao.net, o navegante de primeira viagem pode torcer o nariz. O layout não é um dos mais agradáveis. Mas, ao fazer uma breve leitura, o internauta logo percebe que o site está repleto de informações relevantes e que a preocupação com a aparência do Ação&Reação não era o intuito de seu criador.
Fruto do conhecimento em programação do engenheiro inglês Roger John Maudesley, o site traz ideias, após uma década de familiaridade do criador com o mercado de ações, baseado nas teorias fundamentalistas de Benjamin Graham e Warren Buffett.
Para o autor, “todo o projeto do site consiste no rigor que ele nos impõe ao prepararmos análises e artigos que serão lidos por outros, nos comentários, sugestões e críticas, sempre construtivas, que atraem novos visitantes”.
O que o Ação&Reação oferece ao leitor? Segundo Maudesley, provavelmente algo inédito: “Análises detalhadas das principais empresas do mercado brasileiro a custo zero. Há também uma página, atualizada semanalmente, que apresenta os indicadores das cem ações consideradas mais interessantes da bolsa brasileira”.
A missão do site é transmitir uma visão fundamentalista ao leitor, comunicar a teoria e a prática das ideias de Benjamin Graham, Warren Buffett entre outros que compartilharam os mesmos conceitos. Maudesley complementa que, mesmo que muitos dos conceitos utilizados tenham sido incorporados na abordagem value investing, é importante ressaltar que “há aspectos dessa abordagem que fogem das ideias de Graham e Buffett – a ideia, por exemplo, que praticar value investing significa se concentrar em ações de preço/patrimônio baixo”.
Além disso, o Ação&Reação “subsidia”, em termos de análise, os pequenos investidores que são atraídos pelas ideias de value investing. Todas as informações são tratadas abertamente no site. Para acessá-las, não é necessário que o leitor preencha qualquer tipo de cadastro – e o Ação&Reação recebe cerca de 200 visitas todos os dias.
Quando questionado se havia algum fato curioso que gostaria de dividir com nossos leitores, Maudesley disse: “Foi uma análise que fizemos sobre a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) quando não recomendávamos a compra das ações da empresa. Gerou uma certa repercussão. A nossa análise ‘Sanepar: tirar proveito da ópera-bufa política ou fugir da insanidade?’ atraiu a atenção do governo do Paraná, que não gostou muito da forma como abordávamos o tema, já que contestávamos como o estado interferia no bom andamento da empresa. Cinco anos depois, não vejo razão para alterar nada. Felizmente, não houve reação semelhante à análise recente de outra empresa penalizada pelo controle estadual, ‘Celesc: não tem gestão nenhuma!’”.
Para finalizar, Maudesley deixa uma intrigante pergunta aos investidores: “Será que nosso desempenho positivo da última década na bolsa foi realmente fruto de nosso esforço de análise ou da mais pura sorte? Acredito que esse período foi excepcional e não irá se repetir. De qualquer forma, com 66 anos, não espero ver outra década semelhante!”.
Para saber mais:
Visite o site: www.acaoereacao.net
Autor(a): Francisco Tramujas
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